29/08/2010

Será mesmo?



Vinha eu feliz e saltitante, caminhando pelo parque num lindo dia de sol (tá, mentira, tava sentada na frente do computador mesmo) e pensava sobre coincidências. Eu nunca fui grande fã delas não, tenho até o hábito de desconfiar, mas algumas coisas simplesmente não tem explicação. Ou quem sabe até tenham, mas como desconhecemos, nomeamos coincidências.
Mas como - ao contrário de mim, sedentariamente sentada numa cadeira a frente do computador - minha mente fica saltitando de lá pra cá, de cá pra lá, de coincidências e de como ou porquê elas acontecem, fui parar na tão aclamada lei da atração.
Eu nunca dei crédito para esses negócios de fique rico em 5 minutos (embora tenha lido alguns livros de Og Mandino, que considero mais sério), mas cheguei a ler o tal livro, O Segredo. Li, classifiquei e arquivei na estante de baboseiras, nunca mais pensando no assunto.
Mas hoje eu aqui pensava... finalmente será mesmo que a gente não atrai aquilo que pensa? Ou aquilo que fala? Ou aquilo que sente?
Muito antes de “o segredo ser revelado” eu já escutava dizerem: não diga tal coisa porque atrai.
O livro continua guardado na estante de baboseiras, mas...e se? Apenas e se...?
Sem entrar no mérito de New Age, Universo e nem nada dessas coisas. Mas e se, pura e simplesmente, a tal lei da atração existisse tal como a lei da gravidade, por exemplo?
Sem esse negócio de vá a uma concessionária e faça o test drive com o carro dos seus sonhos, ou visite a casa que vc deseja morar, preencha um cheque de alto valor e cole no teto do quarto e outras coisas desse gênero que continuam a me parecer absurdas, mas já outras coisas...
Não tem dias em que dizemos que não deveríamos ter saído da cama? Então... é um dia recheado de fiascos, uma sucessão de aborrecimentos. O que me lembra que no trabalho, nós costumamos dizer que tem cliente que parece ter uma nuvenzinha negra sobre a cabeça, se algo tiver que dar errado certamente vai ser com ele.
Não será mesmo que um primeiro acontecimento ruim ou aborrecimento nos deixaria predispostos a outros? Começamos o dia pensando que ele vai mal, e ele vai mesmo? É o vulgo: desgraça pouca é bobagem.
E então, seguindo essa linha de raciocínio, o inverso também seria verdadeiro. Acontecimentos bons nos predisporiam a outros bons.
Eu não sou expert na tal lei da atração e nem tenho essa pretensão, mas a base é que você cria sua realidade à partir das coisas que pensa e sente. Você atrai aquilo em que está focado. Logo, se eu somente focar problemas, eles viriam em série.
E isso é bastante fácil de constatar. Óbvio, somos seres potencialmente negativos. Mas se a tal lei vale para o mau, também tem que valer para o bom.
Se eu pensar no assunto sob esse aspecto, já não me parece tão baboseira assim.
Embora isso não seja tão fácil quanto possa parecer. Segundo andei lendo por ai nós focamos sempre a coisa de maneira errada. Ou seja, focamos o problema. Um exemplo? Estou com uma blusa branca e tenho que permanecer com ela limpa até a noite. Então eu penso: não posso sujar essa blusa de jeito nenhum. Quando na verdade o que eu deveria pensar é: esta blusa vai permanecer limpa até a noite. Tá, é um exemplo meio tosco, mas é só pra ilustrar que pensamos negativo até quando queremos pensar positivo.
Eu não sei se isso  pode fazer algum sentido para alguém além de mim, há coisas que pensamos mais rápido do que podemos escrever, mas talvez seja algo a se tentar.
Afinal de contas, mesmo sendo ainda cética com isso, que mal poderá me fazer ter pensamentos otimistas e bons sentimentos? Talvez não vá me deixar rica, nem mais gorda, nem mais magra, nem mais bonita, nem mais inteligente, mas mal realmente me parece que não pode fazer. De resto, o que vier é lucro.
 “Se você pensa que você pode ou se você pensa que não pode, de qualquer forma você está certo”.
Henry Ford.

1 contracenaram:

lídia martins disse...

O que salvou a frase de Henry Ford foi a sua constatação.



"Será mesmo?"



Te abraço com carinho.