É sempre bom poder constatar que não nos enganamos com o caráter - ou, mais precisamente, a falta dele - numa pessoa.
Seguir a nossa intuição, essa vozinha amiga que nos sopra que há algo de podre no reino da Dinamarca, ajuda-nos a fugir de grandes roubadas, mesmo que num primeiro momento nos questionemos se realmente temos razão ou se, talvez, não estariamos imaginando coisas.
Poucas vezes eu me enganei seguindo a intuição... e esta não foi uma delas. Na verdade, acho que a intuição mesmo nunca falha, o que falha é nossa interpretação, de acordo com o tamanho da nossa arrogância ou da nossa necessidade de não enxergar.
Algumas vezes é triste constatar que temos razão, mas em alguns casos, o único sentimento que isso gera é o de alívio. Estranho que não sinta mais do que isso, alivio verdadeiramente por não ter avaliado mal. E pena, sim, um pouco de dó também, afinal, eu posso me esquivar dessas pessoas, mas elas são obrigadas a conviver consigo mesmas por toda a vida, dia após dia. Sentenciadas a uma existência medíocre, solitária, desprovida de pessoas que consigam amá-las depois de conhecê-las pouco melhor.
Quanto a mim, bom, eu sempre faço de conta que acredito em mentiras. É um favor que presto para quem precisa delas.
† Descanse em paz.
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O assunto em si não valeria um post, afinal já há muito tenho para mim que quem não me acrescenta, não me faz falta, mas eu gosto de escrever sobre qualquer coisa, então...