08/08/2009

Nada é tão simples quanto pode parecer

Cá estou eu pensante (isso é sempre um perigo).

O vídeo de um acidente que vi na internet desta vez foi o pavio. Uma estrada, dois carros em mãos contrárias, um não consegue fazer a curva e pronto, acabou. Um minuto mais ou um minuto menos e aquela gente nunca teria se encontrado.

Pensava na verdade em como coisas bobas, escolhas tolas, podem afetar todo o nosso futuro. E em como nem nos damos conta disso.

Talvez se cada pequena decisão fosse outra, muita coisa seria diferente.

Escolhemos uma rua ao invés da outra e jamais saberemos o que podíamos ter encontrado ali.

Estivéssemos num dado momento em outro lugar, fazendo qualquer outra coisa e nunca teríamos conhecido pessoas que hoje nos são tão queridas.

E se naquele dia eu tivesse saído de casa? E se não tivesse faltado àquela aula? E se eu não tivesse ido àquela festa? Se eu tivesse virado uma esquina antes? E se eu tivesse dito sim? E se eu tivesse dito não?

Quantos amores não foram encontrados num simples esbarrão em uma esquina? Ou, sendo mais moderna, num estar ao mesmo tempo em algum site da internet? Quantas pessoas perdemos por não termos ido a algum lugar?

Ao escolher uma determinada coisa, ainda que a escolha seja inconsciente e banal, estamos eliminando outras possibilidades, renunciando a outros desfechos.

Não sei para você, mas essa fragilidade, esse saber que um momento pode mudar uma vida, e saber que minhas escolhas mais banais podem afetar e alterar o rumo de outras vidas, isso me assusta.

Viver é muita responsabilidade.

8 contracenaram:

Gerly disse...

De vez em quando eu tbm tenho esses pensamentos... Quem não os tem? A gente não pode é ficar pensando nisso senão bate a loucura. rsrsrs...

Beijokas!

:o)

Carla P.S. disse...

É verdade, é assustador. Eu tive mais medo quando das grandes decisões. O primeiro dia de aula na faculdade ("Meu Deus, é isso que eu escolhi pra minha vida toda, tá decidido"), os minutos antecedendo o primeiro beijo, a briga derradeira que acabou com uma amizade, e por aí vai... Dá medo, sim. Mas eu tenho uma grande fé, depois de tanto esporro da vida e certa maturidade, e acredito naquela frase do Albert Einsten que nos lembra que nada é por acaso pois "Deus não joga dados com o universo". O matemático universal, arquiteto, é perfeito nos seus planejamentos. E nisso que eu me baseio, e assim que sou mais feliz (sabendo se, em determinado momento, se eu fiz a decisão correta com minha consciência, tudo sairá bem). Mas acredito em karma também, então se algo ruim acontece logo me consolo.
São mecanismos de defesa, temos que criar os nossos e as coisas ficam mais simples.
Um café então, mamãe acabou de trazer (já que tô de molho ainda). ;) Beijão.

Dri Viaro disse...

Boa semana pra vc.
Voltarei com mais tempo depois.
bjssss

Carla Martins disse...

OIeeeeee...mudei o topo do meu blog....depois passa lá e dá a sua opinião! :)

Beijos!

Dri Viaro disse...

pois é verdade, o problema é que as pessoas pensam somente em sim mesmas, nao pensam que além delas outras pessoas vivem neste mundo, o amor acabou entre os seres humanos, agora e sempre é só Deus pra nos guardar amiga
bjsss

Dri Viaro disse...

pois é verdade, o problema é que as pessoas pensam somente em sim mesmas, nao pensam que além delas outras pessoas vivem neste mundo, o amor acabou entre os seres humanos, agora e sempre é só Deus pra nos guardar amiga
bjsss

Jullyane disse...

Lembrei daquela parte do filme do Benjamin Button, em que ele fala justamente dessas pequenas coisas que desenrolam os acontecimentos. É realmente estranho quando paramos para pensar nisso...

Oi, querida, achei o caminho de volta pra cá!

Saudades de vc! Beijos

Eu e a Solidão disse...

Menina, a vida é mesmo complicada!


E se pararmos pra pensar nela a gente acaba enlouquecendo, passa um filme enorme das coisas que poderiam ter sido diferentes em minha vida se eu tivesse tomado outra decisão no lugar da que eu tomei, mas uma coisa é certa: serviu de lição, e tenho aprendido que o melhor lugar que poderíamos estar é o que estamos hoje.

Beijos!