27/02/2010

Xiiiiiu

Quando certa vez eu li que as mulheres “precisam” falar cerca de 20.000 palavras por dia, assustei. Uau!

Eu achava que não consumia toda a minha cota de palavras diárias. E de fato, mesmo com um trabalho que exige comunicação constante (por bem ou por mal), não creio que eu externe tudo isso de palavras. Não, definitivamente. Aliás, pessoas que falam demais me deixam irritada.

Mas se por um lado eu não falo muito pra fora, pra dentro é uma matraquice sem limites. O tempo todo, todo o tempo.

Eu posso não falar todas, mas penso cada uma delas, e devo até exceder o meu limite diário.

É só eu me distrair um pouquinho que seja, e lá está instalada a balbúrdia.

Chego a ficar zonza. E - mal educados esses pensamentos - não bastasse falar tanto, alguns ainda gritam e dizem coisas que eu não gosto.

Quisera poder instaurar a Lei do Silêncio para que ao menos respeitassem a hora de dormir...

Dos falantes a gente se livra com uma desculpa qualquer mas... e da tagarelice-pensante?


Pensar é bom, mas em alguns momentos, apenas alguns, eu preferia a paz de quem não pensa em nada.




"Pode escrever-se acerca do silêncio, porque é um modo de alcançá-lo, embora impertinente." Herberto Helder em "Photomaton e Vox"



2 contracenaram:

Mary disse...

Oi Taís....interessante este post...esta comunicação de mim comigo mesma não deixa de demonstrar algumas sinalizações de como estamos nos comunicando no mundo, né?

tua maneira de escrever e de pensar é muito parecdio com a minha a ponto de em alguns momentos sentir necessidades de elaborar um post dando prosseguimento do teu pensamento com o meu olhar. Ou seja, vc dá o que falar...hahaha...issto é bom.

Visite o meu outro blogue www.maryq-mary.blogspot.com

Bjs

Pelos caminhos da vida. disse...

O silêncio as vezes é primordial.

beijooo.