28/03/2010

Quem viveu, viu

No último post, sobre o Renato Russo, eu comecei a pensar em quanta coisa eu já vi.
Nasci sob o comando militar de Ernesto Geisel e depois ainda tivemos João Figueiredo, assim que posso dizer, mesmo que ainda não entendesse bem o que significava, vi a Ditadura.
Embora criança, participei com meus pais das passeatas pelas Diretas Já! e fiz vigília na frente do hospital onde estava Tancredo Neves.
De lá para cá já presenciei a posse de 5 Presidentes da República diferentes e já manuseei 6 moedas brasileiras. Vi a inflação chegar a escandalosos 1.157,6%.
Fui fiscal do Sarney.
Conheci o Lula sindicalista e Deputado Federal.
Vi o Collor confiscar as poupanças (o que me dá trabalho até hoje), me lembro de Zélia Cardoso quando era mais do que somente a ex mulher do Chico Anysio, o movimento dos “cara pintadas” e finalmente o impeachment do Presidente.
Vi a passagem do cometa Halley (bom, ver ver eu não vi, mas ele passou)
Eu já estava aqui pela a queda do muro de Berlim com a reunificação da Alemanha, para a guerra do Golfo, a dissolução da URSS e o fim da Guerra Fria. E também para o fim do apartheid na África e a eleição Mandela.
Vi surgir o Tocantins.
Me lembro perfeitamente do acidente com o reator nuclear em Chernobyl.
Vivi antes da internet, do computador ou do celular. Siiim, viver sem isso é possível!
Assisti a morte de Airton Senna.
Eu vi o surgimento, o boom, dos Titãs, do Legião Urbana, Cazuza, Kid Abelha, Ultrage a Rigor, U2 e muitos outros. A alguns também vi morrer, como Renato e Cazuza.
Vi Michael Jackson estreando o seu moonwalker e claro, como todo mundo que se preze, tentei fazer igual diversas vezes; aliás eu ainda o vi um pouquinho em The Jackson Five.
Assisti a estréia de E.T.o extra-terrestre no cinema
Comprei a fita cassete de We are the world em seu lançamento.
Usei muuita vitrola e long play.
Vi o primeiro Rock in Rio televisionado e assistia o Holliday on Ice na televisão.
Assisti à abertura dos Jogos Olímpicos de Barcelona com Freddie Mercury e Monserrat Caballé.
E por aí vai. Não vou conseguir me lembrar de todos os fatos políticos e artísticos do mundo nessa época, foram anos muito ricos.
Curioso a gente pensar que participou, de alguma forma, de muitos fatos históricos, coisas que outros só sabem por “ouvir falar” e olhe lá.
É, isso realmente significa que estou ficando velha, mas quem não está?

P.S. Os fatos não estão em ordem cronológica, coloquei conforme fui lembrando.

7 contracenaram:

Silvia C. Barbosa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Silvia C. Barbosa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Silvia C. Barbosa disse...

Também assisti a morte de Airton Senna e Renato Russo (não me recordo da morte do Cazuza, então ele está vivo, né?)
Adorava ver ao lado de meu pai as corridas de F1... Depois do acidente, perdeu sentido nunca mais fiz...
Também ouvi muitas fitas cassetes, e assisti também rsrs
(Também sou da época que telefone era pra gente rica e celular era um tijolo rs)
E daquela musiquinha da poupança Bamerindus... que hoje tem tudo a ver com o tema...
"O tempo passa, o tempo voa... e (espero que)a (minha) poupança Bamerindus continua(e) numa boa."

Taís disse...

O Renato morreu em 1996 e o Cazuza em 1990, acho que por isso vc não recorda, foi bem antes.
Acho que a F1 perdeu a graça pra muita gente, lá em casa também não se assistia muito mais.
Ahh sabe que no falecido blog eu tinha feito uma postagem sobre comerciais antigos, sobre os mais famosos e que eu gostava e tinha esse do Bamerindus também. Quem sabe tenho salva no meu computador essa postagem e ressuscito ela dia desses :))

Flavio Ferrari disse...

Divertida essa percepção.
Mais bacana ainda é fazer esse exercício com a nossa própria vida.
É por isso que, nos últimos anos, tenho me dedicado a colecionar "aventuras".
Basta imaginar como seria, e vou logo realizando.
Mergulhar em Fernando de Noronha (com direio a curso e batismo), fazer teatro (e até que me sai bem), transar no provador de uma loja chique, tirar carta de arrais amador (para dirigir pequenas embarcações), passar um final de semana em um hotel edonista (lifestyle), etc, etc ...
Pelo menos uma coisa nova por ano...
Agora, criando coragem para pular de paraquedas ... (ufa)

Taís disse...

Uau Flávio! Certamente vc vai ter muita história pra contar... e pra lembrar também.
O que me faz achar que minha vida anda carecendo de aventuras rs. Boa proposta essa de pelo menos 1 coisa nova ao ano.
Mas o paraquedas eu passo...

Carla Martins disse...

Nossa, se eu começasse a lembrar, também passaria horas fazendo a minha lista...nasci em 82....e ando com uma saudade de ouvir Legião Urbana....