12/07/2011

Réquiem

É sempre bom poder constatar que não nos enganamos com o caráter - ou, mais precisamente, a falta dele - numa pessoa.

Seguir a nossa intuição, essa vozinha amiga que nos sopra que há algo de podre no reino da Dinamarca, ajuda-nos a fugir de grandes roubadas, mesmo que num primeiro momento nos questionemos se realmente temos razão ou se, talvez, não estariamos imaginando coisas.

Poucas vezes eu me enganei seguindo a intuição... e esta não foi uma delas. Na verdade, acho que a intuição mesmo nunca falha, o que falha é nossa interpretação, de acordo com o tamanho da nossa arrogância ou da nossa necessidade de não enxergar.

Algumas vezes é triste constatar que temos razão, mas em alguns casos, o único sentimento que isso gera é o de alívio. Estranho que não sinta mais do que isso, alivio verdadeiramente por não ter avaliado mal. E pena, sim, um pouco de dó também, afinal, eu posso me esquivar dessas pessoas, mas elas são obrigadas a conviver consigo mesmas por toda a vida, dia após dia. Sentenciadas a uma existência medíocre, solitária, desprovida de pessoas que consigam amá-las depois de conhecê-las pouco melhor.

Quanto a mim, bom, eu sempre faço de conta que acredito em mentiras. É um favor que presto para quem precisa delas.

Descanse em paz.



O assunto em si não valeria um post, afinal já há muito tenho para mim que quem não me acrescenta, não me faz falta, mas eu gosto de escrever sobre qualquer coisa, então...

9 contracenaram:

Claudia disse...

Que bom que você tem a intuição como aliada.

Também acredito na intuição e cada vez mais decido muitas coisas baseadas nela.
Já me dei mal algumas vezes por achar que não era bem assim, que a pessoa ou o evento poderia ser diferente da minha avaliação...no final estava certa.
bj

André disse...

Meu bem, é o q sempre digo: para o alto e avante!
E de preferência pela Gol e q a próxima parada seja aqui em Ctba ;)
Até depois
bjão

Taís disse...

Cláudia: pois é Claudinha, toda vez que eu titubeio em acreditar nela, depois confirmo que estava certa. Agora, tô ficando afiada em lhe dar atenção rs. Bjos.

André: Esse, sem dúvidas, é um bom lema. Vou tomar emprestado.
Bjos

Mary disse...

Taís....as mulheres inteligentes, na época da inquisição eram chamadas de bruxas, porque?...pq intuiam fortemente a partir dos eventos que iam surgindo.Ainda bem, que hoje estamos em outros tempos. Já imaginou mulheres como nós queimadas em fogueiras?....afffff....vva a intuição!!!

Mary disse...

viva a intuição,quis dizer.

Teu blogue continua fôfo!
Bjs

Ana disse...

Nada como saber ouvir a intuição.
Nos salva ou ao menos nos prepara né?
Que bom que já enterrou então!
Agora é seguir em frente.
Beijos!

Taís disse...

Mary: triste imaginar, pobre gente aquela msm. Acho que temos isso por sermos mais observadoras, detalhistas, minuciosas e sensíveis. Mesmo que esse não seja um processo consciente. Em algum momento, algo no outro nos fez entrar em estado de alerta, uma fagulha talvez, mas que esteve ali tempo suficiente para ser captada.
Obrigada. Bjos.

Ana: É verdade. Quando não nos salva, ao menos previne.
A lei da ação e reação não é exclusiva da física, né? As pessoas fazem escolhas e aí a gente escolhe o que fazer das escolhas delas :)
O que não dá é pra ficar parado. O que não funciona, a gente refaz, porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal, maior porque é do bem.
bjos

Lívia. disse...

Amei! Amei o texto. Principalmente, pela sua "força" ao escreve-lo.
" tenho para mim que quem não me acrescenta, não me faz falta, mas eu gosto de escrever sobre qualquer coisa, então..."

Vida que segue, sempre!

Beijos

Taís disse...

Livia: e ela segue, com o sem a gente. Então, melhor que seja com.
bjos